

E então quis ler você. Ler, ler toda noite, mais um pouco, aprofundar, reler parágrafos. Quis te pesquisar, te procurar na internet, te saber mais em livros. Quis ter mais informações sobre você. Quis te monografar, quis te explicar num texto gigante. Tanto li que desaprendi e agora preciso ler de novo. És a matéria mais difícil e ao mesmo tempo mais gostosa de se estudar, tu. Quis texeretar, te mexer e tentar saber todos os seus compostos. Será que é alguma fórmula de Química? LoV³. Devias ser você. Tanto quis te descrever, jamais consegui. Talvez fosse tão ignorante quanto a ti e mal sabia. Comecei todo o trabalho escrevendo teu nome, tua idade e assim aposto que vou terminar, falando para meu mestre que infelizmente, eu não tenho capacidade para definir e descrever algo como você. Direi a ele que perfeição não tem palavra. Para a perfeição a indistinção é o perfeito, assim como o silêncio, o mudo, nada que se possa falar, o infinito. Quis ler você … e surpreendentemente me deparei com um livro branco prontinho para ser escrito, ao lado de uma pena e tinta preta. Quis ler você e nada leria, ainda bem. Qual seria a graça de te saber todo num piscar? Prefiro eu mesma descobrir, segredo por segredo, atitude por atitude, o quanto tu combinas comigo em cada detalhe. (icanbeyourheroine)







